Sobre Bolsonaro

Jair Messias Bolsonaro (Campinas, 21 de março de 1955) é um militar da reserva e deputado federal brasileiro. Cumpre sua sexta legislatura na Câmara dos Deputados do Brasil, eleito pelo Partido Progressista e foi o deputado mais votado do estado do Rio de Janeiro nas eleições gerais de 2014, com apoio de 6% do eleitorado fluminense (464 mil votos).

Bolsonaro também foi titular da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado,[4] além de ter sido suplente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

É pai do vereador carioca Carlos Bolsonaro, do deputado estadual fluminense Flávio Bolsonaro (ambos do PP)[6] e de Eduardo Bolsonaro, deputado federal paulista pelo PSC. Já foi filiado ao Partido Democrata Cristão, Partido Progressista Renovador, Partido Progressista Brasileiro, Partido Trabalhista Brasileiro, Partido da Frente Liberal e atualmente faz parte do Partido Progressista.

Tornou-se conhecido por suas posições nacionalistas e conservadoras, por suas críticas ao comunismo e à esquerda[8] e por declarações controversas (ver abaixo). Também é conhecido por defender a ditadura militar no Brasil e por considerar a tortura uma prática legítima. Suas posições políticas geralmente são classificadas como alinhadas aos discursos da extrema-direita política.

CARREIRA

Militar

Bolsonaro cursou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército[14] e em seguida a Academia Militar das Agulhas Negras, formando-se em 1977. Integrou a Brigada de Infantaria Pára-quedista, onde se especializou em paraquedismo. Posteriormente também desenvolveu-se em mergulho autônomo. Foi casado com Rogéria Bolsonaro, a quem ajudou a eleger vereadora da capital fluminense em 1992 e 1996, com que teve três filhos: Flávio Bolsonaro — deputado estadual fluminense —, Carlos Bolsonaro — assim como o pai e mãe, vereador da cidade do Rio de Janeiro —, e Eduardo. De seu segundo casamento com Ana Cristina, teve Renan. Segundo Jarbas Passarinho, em 1986, já capitão, Bolsonaro teria sido preso por quinze dias, por liderar manifestação por melhoria dos soldos, sem a autorização de seus superiores, caracterizando um possível ato de indisciplina e imoralidade. Foi absolvido pelo Superior Tribunal Militar dois anos depois.[15]

Política

Em 1988 entrou na vida publica elegendo-se vereador da cidade do Rio de Janeiro pelo Partido Democrata Cristão. Nas eleições de 1990, elegeu-se deputado federal pelo mesmo partido. Seguiriam-se outros quatro mandatos seguidos. Foi filiado ao PPR (1993-95), PPB (1995-2003), PTB (2003-2005), PFL (2005), e desde 2005, integra o PP.[7]

Ficou conhecido por suas ideias nacionalistas, conservadoras, criticando fortemente o comunismo e a esquerda e condenando a homossexualidade. Bolsonaro defende abertamente o regime militar instalado no Brasil em abril de 1964 .
Principais posições políticas

Jair Bolsonaro também opõe-se ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de filhos por casais homossexuais, além da alteração no registro civil para transexuais.[17]

Em novembro de 2010, o deputado disse que usuários de maconha deveriam “apanhar” para que não passassem a “cheirar” (usar cocaína).[18] Em entrevista dada ao programa CQC, em abril de 2011, Bolsonaro reiterou as afirmações anteriores. Questionado no programa sobre como reagiria caso se o filho fosse usuário de drogas, Bolsonaro disse: “Daria uma porrada nele, pode ter certeza disso”.[19]

Em 2006, como forma de protesto contra a formulação de políticas de cotas raciais nas universidades públicas, o deputado apresentou um projeto de lei complementar na Câmara dos Deputados, propondo o estabelecimento de cotas para deputados negros e pardos. Bolsonaro admitiu em seguida que, se o projeto fosse à votação, seria contra ele.[20]

Em várias entrevistas, Bolsonaro se posicionou favoravelmente à instituição da pena de morte no Brasil para casos de crimes premeditados pois, segundo ele, “o bandido, ele só respeita o que ele teme”.[21] Também é a favor da redução da maioridade penal e em 2008, foi o único deputado do Rio de Janeiro a votar contra o projeto de lei para ampliar o uso de armas não-letais, justificando que esse tipo de recurso já é utilizado .

Em uma entrevista para a revista Veja em 2 de dezembro de 1998, o parlamentar afirmou sobre a ditadura chilena que Augusto Pinochet “devia ter matado mais gente”.[23] Em 2000, Jair Bolsonaro defendeu, numa entrevista à revista IstoÉ, a utilização da tortura em casos de tráfico de droga e sequestro e a execução sumária em casos de crime premeditado.[14] Ele justifica o uso da tortura pois “o objetivo é fazer o cara abrir a boca” e “ser arrebentado para abrir o bico.” Bolsonaro foi criticado pelos meios de comunicação, por políticos e pelo grupo “Tortura Nunca Mais”, sobretudo depois de ter afixado na porta de seu escritório um cartaz que dizia aos familiares dos desaparecidos da ditadura militar “quem procura osso é cachorro”.[24] [25] O deputado federal é conhecido por suas alegações de que a ditadura militar brasileira teria sido um período glorioso da história do Brasil. Segundo carta do deputado publicada no jornal Folha de S.Paulo, foram “20 anos de ordem e progresso”.[26] De acordo com a entrevista de 2000 dada à IstoÉ, Bolsonaro ainda defende a censura, embora a reportagem não especifique qual tipo.[14] [2] O deputado também afirmou, durante uma discussão com manifestantes em dezembro de 2008, que “o erro da ditadura foi torturar e não matar.”

Desempenho eleitoral

Nas últimas eleições, em 2010, Jair Bolsonaro obteve cerca de 120 mil votos, sendo o décimo-primeiro deputado federal mais votado do estado do Rio de Janeiro. Em seu mandato anterior, se destacou na luta pela aprovação da PEC300 e contra uma possível volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras). É representante de parcela das Forças Armadas brasileiras na Câmara dos Deputados e defende recomposição salarial dos militares.[carece de fontes]

Foi reeleito em 2014, como o deputado mais votado do Rio de Janeiro com 464.572[27] votos.

 

Fonte: Wikipedia